Bateria de alta tensão ou 48 V: o que muda acima de 20 kWh
A mesma química, tensões diferentes: por que os bancos de 48 V resolvem a casa e os racks de alta tensão resolvem a empresa. Corrente, cabos, espaço, segurança, expansão e garantia, com os números da Dyness DL5.0C, Powerbox G2 e PowerRack HV4.
Até uns 15 kWh, a bateria de lítio de 48 V resolve bem o backup de uma casa. Acima de 20 kWh, com inversores de 15 kW ou mais, a conversa muda: a corrente cresce, os cabos engrossam e as perdas aparecem. É aí que a bateria de alta tensão entra. Este artigo explica a diferença com números, sem torcer por um lado, porque a CSolar instala as duas.
Mesma energia, tensões diferentes
Uma bateria de 48 V e uma de alta tensão guardam a energia do mesmo jeito, em células de fosfato de ferro-lítio. A diferença é como os módulos se ligam. Na baixa tensão, os módulos ficam em paralelo e a tensão do banco continua em 48 V; para entregar mais potência, a corrente sobe. Na alta tensão, os módulos ficam em série e a tensão do banco sobe; a corrente fica baixa.
A conta é direta: potência é tensão vezes corrente.
| Banco | Tensão | Para entregar 28 kW | Cabo típico |
|---|---|---|---|
| 48 V (baixa tensão) | 51,2 V | cerca de 580 A | vários cabos grossos em paralelo, barramentos e disjuntores de alta corrente |
| Alta tensão, 11 módulos Dyness | 563 V | 50 A | um par de cabos de 35 mm², que vem no kit do rack |
Por isso os inversores híbridos de 15 kW para cima trabalham com baterias de 150 a 800 V, e os de até 12 kVA, como o APstorage ELS 11.4K e o Hoymiles HYS 7.5K, trabalham com 48 V. O ELS 11.4K, por exemplo, puxa até 240 A do banco de 48 V para entregar seus 11,4 kVA. Em alta tensão, o Solis S6-EH3P de 30 kW puxa 80 A por entrada.
Onde cada uma faz sentido
Casa mono ou bifásica, até 11,4 kVA de backup. Baixa tensão. Baterias como a Dyness DL5.0C (5,12 kWh), a Dyness Powerbox G2 (10,24 kWh) e a Soluna Venus 16K (16 kWh) ficam na parede, com grau de proteção para ambiente coberto, e conversam com os inversores de bateria APstorage e Hoymiles. Dois ou três módulos em paralelo dão de 10 a 30 kWh com instalação simples.
Rede trifásica 220 V, até 8 kVA. Ainda baixa tensão: o APstorage ELT 8K usa banco de 48 V com 180 A.
Empresa ou casa trifásica, 15 a 35 kW. Alta tensão. O rack Dyness PowerRack HV4 vai de 4 a 13 módulos em série no inversor Solis (20 a 66 kWh), com uma unidade de controle que tem disjuntor, contator de pré-carga e BMS mestre. Fica numa sala técnica, num gabinete de 601 x 610 mm de base.
Acima de 100 kW. Gabinetes integrados como o APstorage 261L, com bateria de 832 V, inversor e refrigeração no mesmo armário.
O que muda na instalação
Espaço e peso. Um rack de 11 módulos pesa cerca de 650 kg e tem 2 m de altura. Precisa de piso nivelado, acesso para movimentação e uma sala interna, sem sol, sem poeira e com extintor de pó químico por perto. As baterias de 48 V residenciais pesam de 45 a 130 kg cada e vão na parede ou no chão de uma área coberta.
Segurança. A alta tensão exige instalador treinado: o manual da Dyness repete que o sistema opera acima de 300 V em corrente contínua e só pode ser montado por profissional autorizado. Em compensação, a corrente baixa reduz o aquecimento de conexões, uma das causas comuns de falha em bancos de 48 V mal dimensionados.
Expansão. Em 48 V, acrescentar um módulo em paralelo é comum, dentro dos limites do fabricante. No PowerRack HV4 o manual não permite misturar módulos novos e usados no mesmo rack: a ampliação é feita com um novo rack completo, na segunda entrada do inversor ou em paralelo, até 12 racks. O projeto inicial já deixa isso previsto.
Comunicação. Nos dois casos a bateria conversa com o inversor por CAN, e a garantia depende dessa comunicação estar ativa. No termo da Dyness para a série HV, a garantia de 10 anos cai para 5 anos se a bateria operar sem comunicação com o inversor.
O que não muda
A química é a mesma, fosfato de ferro-lítio, escolhida em armazenamento estacionário pela estabilidade térmica e pela vida em ciclos. As duas famílias Dyness que a CSolar instala têm garantia de 10 anos do fabricante, condicionada ao uso dentro do termo. E a régua de autonomia é a mesma: energia nominal vezes 90% de profundidade de descarga vezes o rendimento do inversor, dividida pela carga média do quadro prioritário.
A pergunta certa
Não é "alta ou baixa tensão", é "quanto fica ligado e por quanto tempo". Até 11,4 kVA numa casa, 48 V. De 15 a 35 kW numa empresa ou numa casa trifásica, alta tensão com o inversor híbrido Solis S6-EH3P e o rack Dyness PowerRack HV4. A conta completa está em Backup de energia elétrica para empresas.
Perguntas frequentes
Bateria de alta tensão é mais perigosa? A tensão é maior, por isso a instalação é feita por profissional treinado e o rack fica em sala técnica. A corrente menor reduz o aquecimento das conexões. Com BMS, disjuntor CC e instalação conforme o manual, as duas famílias são seguras.
Alta tensão dura mais? Não por si. A vida depende da química, da temperatura e de como o banco é usado. O HV4 passa de 6000 ciclos em laboratório e tem 10 anos de garantia, como as Dyness de 48 V.
Posso trocar minha bateria de 48 V por uma de alta tensão? Só junto com o inversor: cada família de inversor trabalha com uma faixa de tensão de bateria.
Qual custa menos por kWh? Depende do porte. Em bancos pequenos a baixa tensão costuma custar menos; em bancos grandes o rack de alta tensão economiza em cabos, disjuntores e mão de obra. A CSolar compara as duas no estudo quando a carga permite.
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