Quantos kWh de bateria a sua empresa precisa: método em 4 passos por segmento

Liste as cargas, converta placa em consumo, decida as horas e transforme em módulos: o método que a CSolar usa nos projetos de backup, com a régua de 90% de descarga e três perfis prontos para comércio, clínica e casa trifásica.

"Quantas baterias eu preciso?" é a pergunta que abre toda conversa sobre backup. A resposta não está numa tabela pronta: sai de quatro contas simples que a CSolar faz em cada projeto. Este artigo mostra o método com os números reais de cada passo, para você chegar à reunião sabendo o que esperar.

Passo 1: liste o que não pode desligar

Separe as cargas em dois grupos: as que entram no quadro prioritário e as que ficam fora. Refrigeração, iluminação, tomadas de internet, câmeras, portões, caixas e sistemas costumam entrar. Chuveiro elétrico, sauna, secadora, forno elétrico e máquinas pesadas de uso eventual costumam ficar fora, porque cada uma delas sozinha esvazia um banco em poucas horas.

Anote a potência de placa de cada aparelho. Some. Esse total é a potência instalada no quadro prioritário e define o porte do inversor: ele precisa cobrir o pico coincidente, com folga para partidas. Um supermercado de bairro chega a 15 ou 20 kW; uma clínica com cinco consultórios, a 6 ou 8 kW; uma casa trifásica com cinco aparelhos de ar-condicionado, a 20 kW.

Passo 2: transforme placa em consumo

Placa não é consumo. A conta de energia por hora usa a potência média de cada carga:

Carga Placa O que vale na conta
Ar-condicionado inverter 100% cerca de 50% da placa quando ligado, em dia quente; 40% em noite amena
Geladeira, freezer, câmara fria pequena pico do compressor consumo de etiqueta: uma geladeira de 400 W de placa gasta cerca de 1,8 kWh por dia
Iluminação LED 100% só as horas em que está acesa
Roteador, câmeras, portão, alarme pequenos ficam ligados 24 horas: 170 W contínuos são 4 kWh por dia
Caixas, computadores, servidor placa da fonte 50 a 70% da placa, em horário comercial

Exemplo de uma casa trifásica: refrigeração 9 kWh por dia, iluminação 3,5 kWh, tomadas essenciais 5 kWh. Base fixa de cerca de 18 kWh por dia, ou 0,75 kW médio. Os aparelhos de ar-condicionado entram por cima disso, cada um com o seu custo por hora: um de 12.000 BTU gasta cerca de 0,65 kWh por hora ligado; um de 24.000, 1,15 kWh; um de 48.000, 2,5 kWh.

Passo 3: decida as horas e monte o regime

Ninguém liga tudo o tempo todo numa falta de energia. Decida quantas horas cada carga precisa ficar ligada e some. É o regime de uso, e ele vai por escrito na proposta.

Exemplo com a mesma casa, 24 horas sem sol: base fixa de 18 kWh, mais três aparelhos de ar-condicionado menores por 10 horas (26,5 kWh). Total: cerca de 44,5 kWh por dia. Numa clínica, o regime costuma ser o horário de funcionamento; num supermercado, a câmara fria manda e roda 24 horas.

Passo 4: converta em módulos de bateria

A bateria não entrega tudo o que guarda. A régua da CSolar usa 90% de profundidade de descarga e o rendimento de conversão do inversor, 95,8% no Solis S6-EH3P. Cada módulo Dyness HV51100 de 5,12 kWh entrega, então, cerca de 4,4 kWh para as cargas.

Rack Dyness PowerRack HV4 Energia nominal Disponível para as cargas
7 módulos 35,8 kWh 31 kWh
10 módulos 51,2 kWh 44 kWh
11 módulos 56,3 kWh 49 kWh
13 módulos (máximo por rack no Solis) 66,6 kWh 57 kWh

Para os 44,5 kWh do exemplo, o rack de 10 módulos fecha 24 horas no limite; o de 11 dá folga. Se a lista de cargas crescer, o segundo rack entra na outra entrada de bateria do inversor.

Três perfis prontos

Perfil Quadro prioritário Carga média Rack Autonomia sem sol
Comércio 10 kW: câmara fria, caixas, câmeras, ar-condicionado 6 kW 13 módulos cerca de 9 horas
Clínica 6 kW: refrigeração de vacinas, equipamentos, agenda 3,5 kW 10 módulos cerca de 12 horas
Casa trifásica 12 kW: ar-condicionado inverter, refrigeração, portões e câmeras 5 kW 11 módulos cerca de 9 horas

Com sol, os painéis recarregam o banco durante a falta: numa manhã clara, um sistema de 20 kWp repõe o que uma noite consumiu. Por isso a CSolar dimensiona os painéis junto com o banco, e não só pelo consumo mensal.

O que o método não faz

Ele não substitui a visita técnica, que confere a rede (127/220 V ou 220/380 V), o disjuntor geral, a distribuição das cargas entre as fases e o espaço da sala técnica. Também não decide entre bateria e gerador: para faltas de dias, a entrada de gerador do inversor resolve a autonomia longa. Essa comparação está em Gerador a diesel ou bateria de lítio: a conta de 10 anos.

Com a lista de cargas e as horas, a CSolar devolve o porte do inversor, o número de módulos e o investimento. O caminho começa na página de backup de energia para empresas; os equipamentos estão nas páginas do inversor Solis S6-EH3P e do rack Dyness PowerRack HV4.

Perguntas frequentes

Posso usar o consumo da conta de luz para dimensionar? Só como ponto de partida. A conta mostra o consumo médio de tudo; o backup usa só o quadro prioritário e um regime de horas. Dimensionar pela conta costuma superestimar a base e subestimar o ar-condicionado.

Por que 90% de profundidade de descarga? É o limite do termo de garantia da bateria e a faixa em que ela envelhece devagar. Usar 100% encurta a vida e sai da garantia.

E se eu quiser 24 horas com todos os aparelhos ligados? A conta sobe rápido: cinco aparelhos de ar-condicionado grandes por 24 horas passam de 100 kWh por dia, dois racks cheios. Nesses casos a CSolar mostra o número e oferece o regime de horas ou o gerador como reserva longa.

Quanto tempo o banco leva para recarregar? A 50 A de carga, cerca de 2 horas na fase principal, se houver sol ou rede suficientes. O inversor de 30 kW carrega até 33 kW por entrada.

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